domingo, 7 de setembro de 2008
Vou ter saudades
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Fica o esclarecimento, Rita
Como não deixaste e-mail e eu quero isto bem esclarecido, cá vai: em relação à tua frase de que "iludidos andamos todos quando pensamos que as pessoas mudam" eu dou-te razão: normalmente quando sentimos isso, sentimos que elas não mudam em algo que era fundamental que mudassem, sentimos que por muito que batalhemos nunca alteraremos determinadas características que nos faz mais tarde ou mais cedo transtorno - de facto, e tal como eu disse em "Are you sure?", há singularidades em cada pessoa que nunca mudam por mais que queiramos, mesmo que a nossa relação com elas fique diferente - quem é que um dia me vai impedir de escrever, por exemplo?
Só que uma coisa é mudar, e outra é evoluir, e em "Are you sure?" eu falei mais de evolução e não de mudança: eu escrever escrevo sempre, ou seja, esse facto não muda, e sei que vou continuar a escrever apenas e só porque sempre escrevi - mais uma vez, no máximo aquilo que sabemos para sempre é aquilo que soubemos desde sempre. Porém, eu posso ao longo dos anos, por uma questão de evolução, de contacto com outras formas de expressão e outros autores, diferenciar ou adaptar a maneira como escrevo de forma a que eu a ache mais sensata, mais esclarecedora, mais artística, mais pessoal, etc, etc...
O que eu quero dizer é que numa pessoa acontece geralmente que não muda muito do que ela é, mas talvez mais a maneira como o demonstra, por isso disse antes que quando alguém já nos deu razões de queixa e mesmo assim continuamos a dar-lhe confiança, quando o fazemos várias vezes ainda por cima, temos o direito de nos sentirmos mal por vermos que as nossas expectativas saíram goradas mas nunca, nunca de dizer que não estávamos à espera.
Da mesma forma que as pessoas em si evoluem, evoluem as relações entre elas e a maneira como elas se lidam reciprocamente - e eu acredito mesmo que quando duas pessoas se entendem naturalmente (ou instintivamente) não há nada que as impeça de se manterem assim a não ser uma vontade - e basta que seja a vontade de uma delas - contrária a essa.
As circunstâncias mudam, o ambiente muda, as pessoas adaptam-se e nesse sentido evoluem... mas o que elas são, na sua essência, nos seus instintos, nas suas reacções, na maneira como reagem nos dois décimos de segundo seguintes a um acontecimento, mesmo que depois tomem uma acção que tente demonstrar o contrário, elas são-no, para o bem e para o mal - fatalmente, eu teria sempre, fosse de que maneira fosse, de te esclarecer, porque nem sequer ía adormecer depressa caso contrário - mas a maneira como o faço é influenciada por um sem fim de coisas.
Portanto temos ambos razão: esperamos que mudem no que há que nos transtorna, e normalmente não mudam; e esperamos que nunca evoluam de maneira a que a vontade delas se torne, fruto do que vão experienciando, diferente da nossa, ou que evoluam para pior, sendo que pior é sempre do nosso ponto de vista. O primeiro mais intrínseco e reactivo, o segundo mais pensado e fruto de uma acção mais ou menos ponderada.
É assim que eu tendo a ver as coisas neste momento...
e só assim consigo explicar por que razão me acontece falar duas horas com alguém e que parece ter sido meu amigo de sempre (ou, por outro lado, haver alguém com quem simplesmente não me consigo dar e pronto!) e "perder" meia hora da minha vida a explicar-te o porquê afinal disto não ser um contrasenso tão grande assim:
é que se há coisas más que não mudam, há coisas boas que também não :P
beijinho, Carlos
Só que uma coisa é mudar, e outra é evoluir, e em "Are you sure?" eu falei mais de evolução e não de mudança: eu escrever escrevo sempre, ou seja, esse facto não muda, e sei que vou continuar a escrever apenas e só porque sempre escrevi - mais uma vez, no máximo aquilo que sabemos para sempre é aquilo que soubemos desde sempre. Porém, eu posso ao longo dos anos, por uma questão de evolução, de contacto com outras formas de expressão e outros autores, diferenciar ou adaptar a maneira como escrevo de forma a que eu a ache mais sensata, mais esclarecedora, mais artística, mais pessoal, etc, etc...
O que eu quero dizer é que numa pessoa acontece geralmente que não muda muito do que ela é, mas talvez mais a maneira como o demonstra, por isso disse antes que quando alguém já nos deu razões de queixa e mesmo assim continuamos a dar-lhe confiança, quando o fazemos várias vezes ainda por cima, temos o direito de nos sentirmos mal por vermos que as nossas expectativas saíram goradas mas nunca, nunca de dizer que não estávamos à espera.
Da mesma forma que as pessoas em si evoluem, evoluem as relações entre elas e a maneira como elas se lidam reciprocamente - e eu acredito mesmo que quando duas pessoas se entendem naturalmente (ou instintivamente) não há nada que as impeça de se manterem assim a não ser uma vontade - e basta que seja a vontade de uma delas - contrária a essa.
As circunstâncias mudam, o ambiente muda, as pessoas adaptam-se e nesse sentido evoluem... mas o que elas são, na sua essência, nos seus instintos, nas suas reacções, na maneira como reagem nos dois décimos de segundo seguintes a um acontecimento, mesmo que depois tomem uma acção que tente demonstrar o contrário, elas são-no, para o bem e para o mal - fatalmente, eu teria sempre, fosse de que maneira fosse, de te esclarecer, porque nem sequer ía adormecer depressa caso contrário - mas a maneira como o faço é influenciada por um sem fim de coisas.
Portanto temos ambos razão: esperamos que mudem no que há que nos transtorna, e normalmente não mudam; e esperamos que nunca evoluam de maneira a que a vontade delas se torne, fruto do que vão experienciando, diferente da nossa, ou que evoluam para pior, sendo que pior é sempre do nosso ponto de vista. O primeiro mais intrínseco e reactivo, o segundo mais pensado e fruto de uma acção mais ou menos ponderada.
É assim que eu tendo a ver as coisas neste momento...
e só assim consigo explicar por que razão me acontece falar duas horas com alguém e que parece ter sido meu amigo de sempre (ou, por outro lado, haver alguém com quem simplesmente não me consigo dar e pronto!) e "perder" meia hora da minha vida a explicar-te o porquê afinal disto não ser um contrasenso tão grande assim:
é que se há coisas más que não mudam, há coisas boas que também não :P
beijinho, Carlos
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Banda Sonora de Sempre
I tryed so hard
and got so far
But in the end
It doesn't even matter
I had to fall
to lose it all
But in the end
It doesn't even matter
Banda Sonora Algarvia (II)
Sum ta dob um beijo na boca dzem se bo ta gostá
Se eu te der um beijo na boca, diz-me se gostarás
Sum ta dob um volta na praça dzem se bo ta gostá
Se eu der uma volta contigo na praça, diz-me se gostarás
Sum ta dob um massagem na costa, dzem se bo ta gostá
Se eu te der uma massagem nas costas, diz-me se gostarás
Sum ta dob um pegada na polpa, dzem se bo ta gostá
Se eu te de der um apalpão, diz-me se gostarás
Dos passagem jantar na Roma, dzem se bo ta gostá
Duas passagens um jantar em Roma, diz-me se gostarás
Levob pa loja compra bos ropinha, dzem se bo tá gostá
Levar-te às lojas e fazer umas compras, diz-me se gostarás
Rio de Janeiro, carnaval dzem se bo ta cré ba
diz-me se gostarias de ir
Copacabana caipirinha dzem se bo ta gostá
diz-me se gostarás
Refrão
Cre sabé o que q bo ta gostá
Kero saber o que realmente gostas
Bem contá me o que q bo ta gostá
Conta-me o que realmente gostas
Banda Sonora Algarvia (I)
If you're gonna save the day
And you're hearin' what I say
I feel your touch
Your kiss, it's not enough
And if you believe in me
Don't think my love's not for real
I won't take nothin' less then a deeper love
Let me tell you
You know I,
I need a miracle
I need a miracle
Its more physical than
What I need to feel from you
Let me tell you
You know I,
I need a miracle
I need a miracle
Its more physical than
What I need to get me through
Tell me that you understand
And you'll take me as I am
You'll always be the one to give me everything
Just when I thought no one cared
You're the answer to my prayer
You lift my spirits high
Come on and rescue me
Are you sure?
Anos de confiança estragados num único momento... a quem já não aconteceu?
Coisas que julgávamos certas e que afinal não são bem assim, atitudes que mudam quando mudam as circunstâncias, valores que por uma vez não são seguidos e que para sempre nos darão aquele nó na garganta, quer porque desiludimos, quer porque fomos desiludidos.
Evoluir é a exigência não de hoje em dia, mas de sempre: de facto, o tempo nunca pára. E nem sempre evoluir quer dizer melhorar. O tempo nunca pára, mas isso nem sempre quer dizer que traga coisas boas: evoluir quer dizer mudar de tempo, de espaço, de rumo, de atitude, de comportamento, de ideia - para melhor, ou para pior.
Já tive o pensamento de que se conseguisse chegar bem com alguém ao final de um dia, a cada dia que passasse, que então dia-a-dia se construía uma amizade que duraria para sempre. O que eu me esqueci de introduzir na equação foi a evolução: tudo o que muda à volta e que não controlo, que faz piorar a relação.
Se vistas assim as coisas, facilmente se concluiria que não podemos ter a certeza de nada, diriam os mais fatalistas.
Eu diria que as coisas que pensamos que nunca irão mudar são apenas aquelas que ainda não mudaram até agora: não me interpretem mal!, eu acredito mesmo que há coisas que nunca mudam, e sei que as há porque as experimento todos os dias da minha vida - porém elas sempre lá estiveram desde o primero dia, prontas a serem experimentadas.
É errado ter esperança que nunca nada mude, porque pode mudar.
O que é certo é ter esperança que quando alguma coisa mude no relacionamento entre quaisquer duas pessoas - mesmo que haja singularidades nelas imutáveis - elas se adaptem no sentido de o manter e fortalecer.
É errado ter a certeza que vamos conseguir, mas é certo ter a certeza de que vamos tentar - e enquanto do outro lado sempre tivermos esse feedback, podemos então verificar todos os dias a realização da utopia em que as equações batem certo por muitas variáveis que se acrescentem.
As únicas certezas que podemos ter para sempre são aquelas que tivemos desde sempre - as certezas de que há vontade, para manter, para melhorar, para dar feedback, para resultar.
É preciso é saber-se o que se quer, para que as vontades não derivem.
Gosto sempre muito mais de quem sabe o que quer, com certezas.
Coisas que julgávamos certas e que afinal não são bem assim, atitudes que mudam quando mudam as circunstâncias, valores que por uma vez não são seguidos e que para sempre nos darão aquele nó na garganta, quer porque desiludimos, quer porque fomos desiludidos.
Evoluir é a exigência não de hoje em dia, mas de sempre: de facto, o tempo nunca pára. E nem sempre evoluir quer dizer melhorar. O tempo nunca pára, mas isso nem sempre quer dizer que traga coisas boas: evoluir quer dizer mudar de tempo, de espaço, de rumo, de atitude, de comportamento, de ideia - para melhor, ou para pior.
Já tive o pensamento de que se conseguisse chegar bem com alguém ao final de um dia, a cada dia que passasse, que então dia-a-dia se construía uma amizade que duraria para sempre. O que eu me esqueci de introduzir na equação foi a evolução: tudo o que muda à volta e que não controlo, que faz piorar a relação.
Se vistas assim as coisas, facilmente se concluiria que não podemos ter a certeza de nada, diriam os mais fatalistas.
Eu diria que as coisas que pensamos que nunca irão mudar são apenas aquelas que ainda não mudaram até agora: não me interpretem mal!, eu acredito mesmo que há coisas que nunca mudam, e sei que as há porque as experimento todos os dias da minha vida - porém elas sempre lá estiveram desde o primero dia, prontas a serem experimentadas.
É errado ter esperança que nunca nada mude, porque pode mudar.
O que é certo é ter esperança que quando alguma coisa mude no relacionamento entre quaisquer duas pessoas - mesmo que haja singularidades nelas imutáveis - elas se adaptem no sentido de o manter e fortalecer.
É errado ter a certeza que vamos conseguir, mas é certo ter a certeza de que vamos tentar - e enquanto do outro lado sempre tivermos esse feedback, podemos então verificar todos os dias a realização da utopia em que as equações batem certo por muitas variáveis que se acrescentem.
As únicas certezas que podemos ter para sempre são aquelas que tivemos desde sempre - as certezas de que há vontade, para manter, para melhorar, para dar feedback, para resultar.
É preciso é saber-se o que se quer, para que as vontades não derivem.
Gosto sempre muito mais de quem sabe o que quer, com certezas.
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