«Quaresma é um jogador comum» (Sacchi)
Arrigo Sacchi considera que Ricardo Quaresma não é jogador para o Inter. O antigo treinador da formação transalpina, agora orientada por José Mourinho, vai ao ponto de dizer que o extremo do FC Porto «é um jogador comum», que «normalmente não faz a diferença».
«Quaresma não é um campeão. Quando tem um dia bom, causa problemas aos adversários, mas normalmente não faz a diferença», afirmou Sacchi, contundente, em declarações à Gazzetta dello Sport, prosseguindo: «Quando era jovem, parecia ser um campeão, mas agora é um jogador comum».
De resto, Sacchi mostra-se bastante crítico com a política de contratações da equipa nerazzurri: «Jogadores como Mancini e Muntari não entusiasmam os adeptos. É certo que continuam a ser os favoritos para conquistar o título, mas penso que não melhoraram em relação à época passada».
Visto aqui
quarta-feira, 30 de julho de 2008
terça-feira, 29 de julho de 2008
It takes one...
"It takes one to replace one."
Acho que a ouvi no house, como já terei tido outras que ouvi e sobre as quais aqui escrevi.
Não achava que tamanha explicação coubesse numa frase tão pequenina, e mesmo assim não consigo concordar mais.
É preciso algo exactamente do mesmo género de outra coisa que se perdeu, para a poder potencialmente substituir - senão vejamos: há lá coisa melhor que um abraço demorado e cúmplice, por exemplo? Que outra coisa o poderia substituir, que não um mesmo abraço com as mesmas características?
E se a pessoa que abraçamos for diferente, teve de ser substituída por outra pessoa com quem tenhamos o género de relação que resulte nesse tipo de carinho - tal com tínhamos tido antes.
Não sendo possível, e ainda bem, conceber duas pessoas iguais, há sempre algo em comum nas que vamos substituindo na nossa companhia, em todos os sentidos: ou são elas que têm características comuns ou somos nós que as sentimos duma forma similar à nossa, similar ao que sempre fomos.
Para mim não se pode resumir mais esta verdade: que não há maneira de substituir um grande amor sem ser com outro, por exemplo, que não há maneira de substituir nada a não ser que se tenha algo que, na prática, seja do "mesmo género", no sentido de que nos dê o mesmo tipo de satisfação e prazer que tínhamos antes, ou pelo qual tenhamos o mesmo tipo de gosto e sentimento.
Sem que nada nem ninguém se esqueça, sem confundir substituir com esquecer ou enterrar o que se teve, o que é certo é que, para mim, é verdade, e que pessoalmente estou convicto que é por isso que pelo muito que tenhamos às vezes sentimos que nos falta qualquer coisa, e que normalmente, apesar de não o dizermos, sabemos o que é:
"It takes one to replace one."
Acho que a ouvi no house, como já terei tido outras que ouvi e sobre as quais aqui escrevi.
Não achava que tamanha explicação coubesse numa frase tão pequenina, e mesmo assim não consigo concordar mais.
É preciso algo exactamente do mesmo género de outra coisa que se perdeu, para a poder potencialmente substituir - senão vejamos: há lá coisa melhor que um abraço demorado e cúmplice, por exemplo? Que outra coisa o poderia substituir, que não um mesmo abraço com as mesmas características?
E se a pessoa que abraçamos for diferente, teve de ser substituída por outra pessoa com quem tenhamos o género de relação que resulte nesse tipo de carinho - tal com tínhamos tido antes.
Não sendo possível, e ainda bem, conceber duas pessoas iguais, há sempre algo em comum nas que vamos substituindo na nossa companhia, em todos os sentidos: ou são elas que têm características comuns ou somos nós que as sentimos duma forma similar à nossa, similar ao que sempre fomos.
Para mim não se pode resumir mais esta verdade: que não há maneira de substituir um grande amor sem ser com outro, por exemplo, que não há maneira de substituir nada a não ser que se tenha algo que, na prática, seja do "mesmo género", no sentido de que nos dê o mesmo tipo de satisfação e prazer que tínhamos antes, ou pelo qual tenhamos o mesmo tipo de gosto e sentimento.
Sem que nada nem ninguém se esqueça, sem confundir substituir com esquecer ou enterrar o que se teve, o que é certo é que, para mim, é verdade, e que pessoalmente estou convicto que é por isso que pelo muito que tenhamos às vezes sentimos que nos falta qualquer coisa, e que normalmente, apesar de não o dizermos, sabemos o que é:
"It takes one to replace one."
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Figueira - Montemor - Alfarelos - Pereira - Taveiro - Coimbra
A estrada tem troços menos bons, mas é só rectas é não há semáforos de 50.
O conselho é que façam Coimbra-Figueira primeiro e só depois o inverso: a sinalização é melhor para lá do que para cá.
O conselho é que façam Coimbra-Figueira primeiro e só depois o inverso: a sinalização é melhor para lá do que para cá.
A professora de Matemática do 9º ano
Juro-vos que punha aqui o nome dela, se me lembrasse. Mas não.
Era a última aula do 9º ano, tínhamos ido ver um filme sobre já não sei o quê, claramente um fazer de tempo até que as férias chegassem. Como na altura era moda, queríamos dedicatórias para levar para as férias, principalmente das professoras que possivelmente não veríamos mais.
- Oh Professora - disse eu, depois de ja ter tocado - faça aí uma dedicatória.
"Mas já tocou, tenho pouco tempo para escrever..."
- Ponha aí qualquer coisa, professora.
Ela olhou para mim, escreveu, e enquanto o pessoal arrumava ela deu-me o papel para a mão e ficou a escrever outra coisa a alguém.
"Quando tiver um filho quero que ele seja como tu"
tinha ela escrito.
Lembro-me que não estava à espera. Estagnei, a olhar para ela e enquanto escrevia a outra pessoa olhou-me e sorriu
- Foi profundo, professora, obrigado.
E retirei-me sem saber o que mais dizer.
Uns 3 anos mais tarde encontrei-a por acaso, na baixa, e tal como hoje, não sabia o nome dela.
"Carlos!" diz ela. "Como estás?"
Falámos sobre a vida dela, mas principalmente da minha. E sabem que mais?
Não pude deixar de sorrir ao vê-la com uma barriga de grávida aí com uns 7 meses.
Lembrei-me do episódio, e resisti à tentação de perguntar se era um rapaz, mas sei que fiquei muito feliz por ela.
E tendo em conta o que ela merecia, sairá melhor ainda, com certeza.
Era a última aula do 9º ano, tínhamos ido ver um filme sobre já não sei o quê, claramente um fazer de tempo até que as férias chegassem. Como na altura era moda, queríamos dedicatórias para levar para as férias, principalmente das professoras que possivelmente não veríamos mais.
- Oh Professora - disse eu, depois de ja ter tocado - faça aí uma dedicatória.
"Mas já tocou, tenho pouco tempo para escrever..."
- Ponha aí qualquer coisa, professora.
Ela olhou para mim, escreveu, e enquanto o pessoal arrumava ela deu-me o papel para a mão e ficou a escrever outra coisa a alguém.
"Quando tiver um filho quero que ele seja como tu"
tinha ela escrito.
Lembro-me que não estava à espera. Estagnei, a olhar para ela e enquanto escrevia a outra pessoa olhou-me e sorriu
- Foi profundo, professora, obrigado.
E retirei-me sem saber o que mais dizer.
Uns 3 anos mais tarde encontrei-a por acaso, na baixa, e tal como hoje, não sabia o nome dela.
"Carlos!" diz ela. "Como estás?"
Falámos sobre a vida dela, mas principalmente da minha. E sabem que mais?
Não pude deixar de sorrir ao vê-la com uma barriga de grávida aí com uns 7 meses.
Lembrei-me do episódio, e resisti à tentação de perguntar se era um rapaz, mas sei que fiquei muito feliz por ela.
E tendo em conta o que ela merecia, sairá melhor ainda, com certeza.
terça-feira, 22 de julho de 2008
A homenagem
Às pessoas que conseguem tirar as palavras a quem as tem, e as sabe utilizar, em sobra, a homenagem possível é feita assim: sem elas.
Neste caso, o lado de fora não é o de fora da lei, mas o de fora da "caixa".
Obrigado, primo.
Neste caso, o lado de fora não é o de fora da lei, mas o de fora da "caixa".
Obrigado, primo.
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