sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Hora de calar
Palavras caídas no tempo levadas em prosa por ti
O vício do roubo da alma que te faz apoderar de mim
Certas no momento em que saem, apenas por estares aqui.
Fugidias e vãs quando sais, porque as levas aí dentro, assim.
Desengano-me que quando entres as vás repetir duma forma
Que não tenhas já tentado quando entraste outrora;
Engano-me pensando que o bom filho à casa torna:
São bonitas, és bonito, és sempre amado aqui.
Levava-las tu convencido que não as sabias guardar até
Ao dia em que o que disse não se mantinha já de pé.
Fardo pesado, que carregavas quando me deixavas para trás
Com elas ou comigo arcavas, que qualquer diferença não faz;
Palavras que eram minhas e tuas sem nossas nunca terem sido
Eu carreguei-tas e dei-tas para que entender as possas
E tu só as levavas e trazias de volta, iguais às que deixaras à porta
E tu só as levavas e trazias de volta, sem nunca as ter ouvido
Só as levas e as trazes de volta, sem nunca as teres entendido.
O vício do roubo da alma que te faz apoderar de mim
Certas no momento em que saem, apenas por estares aqui.
Fugidias e vãs quando sais, porque as levas aí dentro, assim.
Desengano-me que quando entres as vás repetir duma forma
Que não tenhas já tentado quando entraste outrora;
Engano-me pensando que o bom filho à casa torna:
São bonitas, és bonito, és sempre amado aqui.
Levava-las tu convencido que não as sabias guardar até
Ao dia em que o que disse não se mantinha já de pé.
Fardo pesado, que carregavas quando me deixavas para trás
Com elas ou comigo arcavas, que qualquer diferença não faz;
Palavras que eram minhas e tuas sem nossas nunca terem sido
Eu carreguei-tas e dei-tas para que entender as possas
E tu só as levavas e trazias de volta, iguais às que deixaras à porta
E tu só as levavas e trazias de volta, sem nunca as ter ouvido
Só as levas e as trazes de volta, sem nunca as teres entendido.
The cutest
Depois de ser campeão do Mundo com 17,74 o ano passado, é campeão olímpico com 17,67 agora.
Foi - e já o era antes disso - merecedor do lugar de porta-estandarte da comitiva, pelo atleta que é, sem dúvida, mas pela inteligência no trato que transparece, também.
Teve o que em Portugal se considera a "lata" de dizer que festejou o 2º lugar da selecção no Europeu, depois de perdermos com a Grécia: afinal, e com toda a razão para o dizer, "nunca havíamos chegado tão longe".
Da mesma maneira que "cada jogo é um jogo", cada prova é uma prova - que o diga a Naide Gomes! - e por 4 ou 5 cms (em 17 metros e tal!!!) se decidiu um vencedor que, mesmo que não o tivesse sido noutra prova, teria sempre chegado longe - como a selecção em 2004, em que perdeu por um golo apenas.
Apetece-me dizer que a este, se de manhã lhe apetece esticar as perninhas e ficar na caminha, como ao outro, não sei, mas que pela hora da noite ele salta de c******, é verdade.
Era ele a chorar em Pequim e eu a fazer-me de forte para não o fazer também aqui em Portugal - ser-se grande não toca a todos, mas toca em todos.
Obrigado, Nelson.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
A propósito de tomates
As mulheres queixam-se demasiado, generalizando e resumindo.
Porque é o período, porque é o TPM, porque elas é que têm os filhos, porque são elas que têm filas para a casa de banho e nós mijamos em qualquer lado, porque quase tudo na vida delas, como elas dizem, "é complicado".
Já fiz questão de explicar esta teoria anteriormente (por sinal a um rapaz que, infelizmente para a boa reputação do nosso sexo, parecia desconhecer totalmente o facto assinalado no ponto terceiro, mais abaixo), mas vou revelá-la em primeira mão aqui
- olhem olhem o acontecimento -
visto não ter problemas em assumir que me rói de inveja.
As mulheres podem ter esses incovenientes todos, mas há aqui dois ou três factos que eu gostaria de salientar:
1. Elas não sabem como é levar uma bolada nos tomates. Daquelas rematadas pelo boi da escola, que jogaria rugby ou basquetebol facilmente em qualquer clube da cidade e que por azar escolheu dar uns toques na bola - desajeitados, claro - no mesmo intervalo de nós.
2. Elas não sabem o que é ter comichão nos tomates, principalmente não sabem como ela só nos dá em ocasiões e locais onde parece sempre mal que os cocemos em condições, pelo que fazemos figurinhas tristes a tentar ignorar aquela porra, ou a coçar "sem dar nas vistas". Ridículo.
3. Finalmente, como busílis da questão, elas não dão valor a um facto anatómico decisivo para equilibrar a balança de justiça divina entre homens e mulheres: elas têm múltiplos orgasmos - e não orgasmos múltiplos, porque são vários com a força de um e não um com a força de vários - e eu, e todos nós, homens, nem que déssemos o pino e a cambalhota tínhamos mais do que um de cada vez.
Elas não têm de ver a cara delas depois de dois ou três como que dizendo: já estás? É que eu continuava mais um bocadinho, mas ok, eu espero. (quando não é depois de dois ou três é pior, só se lê
- foda-se -
e por mais que nos tentem convencer que os orgasmos valem o que valem, nem que seja dentro das nossas cabecinhas, elas vão sempre dizer
- foda-se -
nem que seja à melhor amiga, quando não estivermos).
Se eu pudesse tê-los, minhas meninas, eu esperava meia hora com a bexiga carregadinha, de cada vez que quisesse ir à dita casa de banho, com uma cara tão alegre que todos os rapazes à minha volta iam julgar que estava um homem dentro da casa de banho da mulheres - ao invés do que usualmente sucede.
Resta dizer que deve ser por isto que alguns homens - eu incluído - tendem a gostar de mulheres que sejam parecidas com eles nestes termos; que aproveitem o melhor que têm e as capacidades que cada vez mais as fazem diferenciar-se positivamente de nós, sem que queixarem, sem que defendam a igualdade entre sexos quando lhes convém e depois entrem na nossa casa de banho porque estão "à rasquinha", ou nos façam aquela cara de
- foda-se -
mesmo quando nos esforçámos por imaginar aquele acidente que vimos com um morto na A1, de maneira a que pudéssemos durar mais uns segundinhos que fossem.
Porque é o período, porque é o TPM, porque elas é que têm os filhos, porque são elas que têm filas para a casa de banho e nós mijamos em qualquer lado, porque quase tudo na vida delas, como elas dizem, "é complicado".
Já fiz questão de explicar esta teoria anteriormente (por sinal a um rapaz que, infelizmente para a boa reputação do nosso sexo, parecia desconhecer totalmente o facto assinalado no ponto terceiro, mais abaixo), mas vou revelá-la em primeira mão aqui
- olhem olhem o acontecimento -
visto não ter problemas em assumir que me rói de inveja.
As mulheres podem ter esses incovenientes todos, mas há aqui dois ou três factos que eu gostaria de salientar:
1. Elas não sabem como é levar uma bolada nos tomates. Daquelas rematadas pelo boi da escola, que jogaria rugby ou basquetebol facilmente em qualquer clube da cidade e que por azar escolheu dar uns toques na bola - desajeitados, claro - no mesmo intervalo de nós.
2. Elas não sabem o que é ter comichão nos tomates, principalmente não sabem como ela só nos dá em ocasiões e locais onde parece sempre mal que os cocemos em condições, pelo que fazemos figurinhas tristes a tentar ignorar aquela porra, ou a coçar "sem dar nas vistas". Ridículo.
3. Finalmente, como busílis da questão, elas não dão valor a um facto anatómico decisivo para equilibrar a balança de justiça divina entre homens e mulheres: elas têm múltiplos orgasmos - e não orgasmos múltiplos, porque são vários com a força de um e não um com a força de vários - e eu, e todos nós, homens, nem que déssemos o pino e a cambalhota tínhamos mais do que um de cada vez.
Elas não têm de ver a cara delas depois de dois ou três como que dizendo: já estás? É que eu continuava mais um bocadinho, mas ok, eu espero. (quando não é depois de dois ou três é pior, só se lê
- foda-se -
e por mais que nos tentem convencer que os orgasmos valem o que valem, nem que seja dentro das nossas cabecinhas, elas vão sempre dizer
- foda-se -
nem que seja à melhor amiga, quando não estivermos).
Se eu pudesse tê-los, minhas meninas, eu esperava meia hora com a bexiga carregadinha, de cada vez que quisesse ir à dita casa de banho, com uma cara tão alegre que todos os rapazes à minha volta iam julgar que estava um homem dentro da casa de banho da mulheres - ao invés do que usualmente sucede.
Resta dizer que deve ser por isto que alguns homens - eu incluído - tendem a gostar de mulheres que sejam parecidas com eles nestes termos; que aproveitem o melhor que têm e as capacidades que cada vez mais as fazem diferenciar-se positivamente de nós, sem que queixarem, sem que defendam a igualdade entre sexos quando lhes convém e depois entrem na nossa casa de banho porque estão "à rasquinha", ou nos façam aquela cara de
- foda-se -
mesmo quando nos esforçámos por imaginar aquele acidente que vimos com um morto na A1, de maneira a que pudéssemos durar mais uns segundinhos que fossem.
sábado, 9 de agosto de 2008
Pedreiros
Há dias ía almoçar com colegas - éramos 4 rapazes e uma rapariga, giraça como só ela - e entretanto passam duas carrinhas de caixa aberta com senhores que trabalham na construção civil dentro delas.
Passa a primeira, e nós os 5 como quem já esperava alguma coisa calámo-nos quando o pendura pôs a cabeça de fora do vidro (como se não se ouvisse já bem com ela lá dentro) e berrou:
- Oh boaaaaaaaaaaaaaaa!
Pensámos naquele instante "que falta de originalidade, é mesmo broeiro, este" e eis senão quando a segunda camioneta tem um personagem do mesmo género mas mais inteligente, deveras:
- Ihhhhhhhh cuuuuum caraaaaaalho... uuuuuum, dooooooois, trêêêêês, quaaatroooo.....
Escusado será dizer que os rapazes se escangalharam a rir, e que a giraça encolheu os ombros como se fosse sua sina ter de ser sujeita àquilo de qualquer forma.
Discutimos quais as frases do género mais rebuscadas e menos conhecidas nos lembrávamos, eis algumas geniais:
"Já comi toucinho com mais pêlo!"
"Fazia-te como a um puzzle, depois de te montar escangalhava-te!"
e a minha favorita
"O teu clitóris deve ser na testa... [e depois dela olhar com aquela cara de quem não percebeu o que raio se quis dizer o senhor terá a bondade de explicar]: é que tu és c*** da cabeça aos pés!"
Passa a primeira, e nós os 5 como quem já esperava alguma coisa calámo-nos quando o pendura pôs a cabeça de fora do vidro (como se não se ouvisse já bem com ela lá dentro) e berrou:
- Oh boaaaaaaaaaaaaaaa!
Pensámos naquele instante "que falta de originalidade, é mesmo broeiro, este" e eis senão quando a segunda camioneta tem um personagem do mesmo género mas mais inteligente, deveras:
- Ihhhhhhhh cuuuuum caraaaaaalho... uuuuuum, dooooooois, trêêêêês, quaaatroooo.....
Escusado será dizer que os rapazes se escangalharam a rir, e que a giraça encolheu os ombros como se fosse sua sina ter de ser sujeita àquilo de qualquer forma.
Discutimos quais as frases do género mais rebuscadas e menos conhecidas nos lembrávamos, eis algumas geniais:
"Já comi toucinho com mais pêlo!"
"Fazia-te como a um puzzle, depois de te montar escangalhava-te!"
e a minha favorita
"O teu clitóris deve ser na testa... [e depois dela olhar com aquela cara de quem não percebeu o que raio se quis dizer o senhor terá a bondade de explicar]: é que tu és c*** da cabeça aos pés!"
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
O Egoísmo Altruísta
Não há sentimento como esse: o facto de nos sentirmos bem porque nos dedicámos a alguém, e vimos que um sorriso ou gesto dessa pessoa foi o suficiente para nos recompensar.
Gosto de ser importante para os outros, de me dar, de me esforçar e sacrificar, para que possa sentir que valho a pena como pessoa: pôr as necessidades dos outros acima das nossas é, nesta perspectiva, um comportamento egoísta, já que em última análise o que queremos é ficar bem com a nossa consciência - mas para mim, é o egoísmo mais saudável e prazeroso que se pode ter.
Gosto de ser importante para os outros, de me dar, de me esforçar e sacrificar, para que possa sentir que valho a pena como pessoa: pôr as necessidades dos outros acima das nossas é, nesta perspectiva, um comportamento egoísta, já que em última análise o que queremos é ficar bem com a nossa consciência - mas para mim, é o egoísmo mais saudável e prazeroso que se pode ter.
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