sexta-feira, 26 de junho de 2009
This really was it
O título tem directamente a ver com o lema de divulgação da tournée que Mickael Jackson estava prestes a fazer em Londres: "This is it".
Parecia adivinhar: "era desta". Era desta que se ia despedir dos fãs, só ninguém pensava que este título fosse encaixar tão bem na conferência de imprensa que estava a dar - a sua última. Há coisas macabras, não há?
terça-feira, 23 de junho de 2009
A verdadeira arte
Aproveitando esta onda de reconhecimento aos artistas, chamo a atenção para aquilo que é comum a um artista, e que é provocar a reacção de espanto que se demonstra não importa como, desde um sorriso, lágrima ou aplauso, até a um impropério na altura certa.
Ponham o som no máximo.
É mesmo.
Ponham o som no máximo.
É mesmo.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
(A)Pimenta(r) a gosto
Passa-me a língua no ouvido
Morde-me o lábio sem saber
Que o ouvido arrepia do sentido
E o lábio estremece sem doer
Procura à volta ofegante
Um sítio para se esconder
Vamos dar-nos um ao outro o prometido
E que não precisámos de prometer.
Num beco, entre prédios, de noite ou de dia
Numa igreja ou estação agora vazia.
Na carroçaria de um carro vermelho vivo.
"Depressa que deve estar alguém a aparecer".
Não vejas gente nesse olhar lascivo
A lamentar a própria monotonia.
O vazio à nossa volta simplesmente acontece.
E assim somos um - sempre que nos apetece.
Morde-me o lábio sem saber
Que o ouvido arrepia do sentido
E o lábio estremece sem doer
Procura à volta ofegante
Um sítio para se esconder
Vamos dar-nos um ao outro o prometido
E que não precisámos de prometer.
Num beco, entre prédios, de noite ou de dia
Numa igreja ou estação agora vazia.
Na carroçaria de um carro vermelho vivo.
"Depressa que deve estar alguém a aparecer".
Não vejas gente nesse olhar lascivo
A lamentar a própria monotonia.
O vazio à nossa volta simplesmente acontece.
E assim somos um - sempre que nos apetece.
Desejos
Da mesma forma legítima como gostava que o Obama fosse o primeiro-ministro de Portugal - sem desprimor para o que lá está -, gostava que o Rogério Alves fosse benfiquista - com o devido desprimor pelos que lá estão.
Há verdadeiros artistas
Victor Wooten
Andy McKee
(agradecimentos pelas sugestões ao Rebola)
Ken Block
(agradecimentos pelas sugestões ao Eduardo)
Andy McKee
(agradecimentos pelas sugestões ao Rebola)
Ken Block
(agradecimentos pelas sugestões ao Eduardo)
sexta-feira, 19 de junho de 2009
"O bem comum"
Em pequenino ensinaram-me para não fazer aos outros aquilo que eu não gostava que me fizessem a mim. Pensei eu que esta era a melhor forma de guiar as minhas acções, mas hoje em dia não me parece.
Há aqui duas variáveis distintas que precisam de ser explicitadas: a primeira, fazer ou não fazer; a segunda, o que se gosta e o que não se gosta.
Não fazer aos outros o que não gostamos que nos façam a nós é apenas uma das quatro possibilidades que temos (a saber, e por ordem crescente de bondade) :
1. Fazer aos outros o que não gostamos que nos façam;
2. Não fazer aos outros o que gostamos que nos façam;
3. Não fazer aos outros o que não gostamos que nos façam;
4. Fazer aos outros o que gostamos que nos façam.
Parece-me óbvia a classificação: as atitudes de maior impacto são as mais negativas e as mais positivas, que envolvem a acção. As de impacto menor, pela passividade que sugerem, estarão no meio: sendo que não fazer algo de bom será pior que não fazer algo de mau.
Mas há mesmo assim, factores que influenciam esta linearidade aparente. Pelo menos dois, muito importantes: a intencionalidade da acção (ou da não-acção) e a qualidade dos gostos de cada um. Temos de concordar que se pode fazer (ou deixar de fazer) algo com as melhores das intenções, tendo consequências péssimas para a pessoa a quem queríamos agradar, ou até para terceiros; mais do que isso, pode ser que tenhamos tão mau gosto em relação a algo que ao fazermos a alguém aquilo que gostamos que nos façam sejamos mal recebidos: imaginem alguém que gosta de levar "tau-tau", por exemplo... (foi só para desanuviar um bocadinho, peço desculpa, sim?)
Assumindo que a pessoa tem bom gosto e que os resultados correspondem às intenções, então a pessoa estará em condições de espalhar o dito "bem comum".
É muito fácil pensar nestes termos: basta multiplicar a nossa acção por milhões de pessoas. Se toda a gente reciclasse em sua casa, o que aconteceria? Se toda a gente plantasse uma árvore, o que aconteceria? Se toda a gente desse o braço a torcer, se toda a gente ajudasse um amigo na necessidade, etc... No fundo, é isto: se toda a gente fizesse o mesmo que eu - como seria?
É fácil também imaginar o contrário: se todos tomassem banhos de meia hora, se todos se esquecessem de fechar a torneira da água quando lavam os dentes, se todos olhassem para o lado e assobiassem porque o problema não era deles - o que seria de nós?
É o único sentido em que entendo que mudar o mundo começa por mudarmo-nos. É que melhor que não fazer algo que nos prejudique, é fazer algo para nos melhorarmos.
Há aqui duas variáveis distintas que precisam de ser explicitadas: a primeira, fazer ou não fazer; a segunda, o que se gosta e o que não se gosta.
Não fazer aos outros o que não gostamos que nos façam a nós é apenas uma das quatro possibilidades que temos (a saber, e por ordem crescente de bondade) :
1. Fazer aos outros o que não gostamos que nos façam;
2. Não fazer aos outros o que gostamos que nos façam;
3. Não fazer aos outros o que não gostamos que nos façam;
4. Fazer aos outros o que gostamos que nos façam.
Parece-me óbvia a classificação: as atitudes de maior impacto são as mais negativas e as mais positivas, que envolvem a acção. As de impacto menor, pela passividade que sugerem, estarão no meio: sendo que não fazer algo de bom será pior que não fazer algo de mau.
Mas há mesmo assim, factores que influenciam esta linearidade aparente. Pelo menos dois, muito importantes: a intencionalidade da acção (ou da não-acção) e a qualidade dos gostos de cada um. Temos de concordar que se pode fazer (ou deixar de fazer) algo com as melhores das intenções, tendo consequências péssimas para a pessoa a quem queríamos agradar, ou até para terceiros; mais do que isso, pode ser que tenhamos tão mau gosto em relação a algo que ao fazermos a alguém aquilo que gostamos que nos façam sejamos mal recebidos: imaginem alguém que gosta de levar "tau-tau", por exemplo... (foi só para desanuviar um bocadinho, peço desculpa, sim?)
Assumindo que a pessoa tem bom gosto e que os resultados correspondem às intenções, então a pessoa estará em condições de espalhar o dito "bem comum".
É muito fácil pensar nestes termos: basta multiplicar a nossa acção por milhões de pessoas. Se toda a gente reciclasse em sua casa, o que aconteceria? Se toda a gente plantasse uma árvore, o que aconteceria? Se toda a gente desse o braço a torcer, se toda a gente ajudasse um amigo na necessidade, etc... No fundo, é isto: se toda a gente fizesse o mesmo que eu - como seria?
É fácil também imaginar o contrário: se todos tomassem banhos de meia hora, se todos se esquecessem de fechar a torneira da água quando lavam os dentes, se todos olhassem para o lado e assobiassem porque o problema não era deles - o que seria de nós?
É o único sentido em que entendo que mudar o mundo começa por mudarmo-nos. É que melhor que não fazer algo que nos prejudique, é fazer algo para nos melhorarmos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)