quinta-feira, 26 de junho de 2008

É verdade, Gui

That's "the oldest trick in the book".
And quite often, unfortunately, it works.

Loucura

Gosto de pessoas loucas, que dizem quantidades industriais de merda e são inteligentes, que se fazem de parvas mas o fazem de propósito, que gozam com o que levam a sério, que brincam com aquilo que alguém leva muito a peito respeitando a opinião dele, que fazem coisas inexplicáveis para quem não é louco e razoáveis para quem o é também, que são capazes de amar perdidamente porque sim e de se darem o peito às balas mesmo sabendo proteger-se.
Gosto de quando dizem "ya, bora lá" a um desafio que alguém são não aceitaria, quando têm razões para gostar de algo totalmente diferente da generalidade.
Diferentes da generalidade.
A loucura sã, vulgo pancada nos cornos, será uma lufada de ar fresco no marasmo que é gente sempre igual, com mesquinhices iguais, com ideias iguais, com objectivos razoáveis e seguros, num mundo que tentam explicar côr-de-rosa às bolinhas.
E para essa gente pessoas loucas fazem muito pouco sentido - pode até ser que fiquem com má impressão delas, que as critiquem e ao seu "descabimento".
Aquilo que os ingleses chamam pensar "out of the box", com, mais do que pontos de vista, horizontes diferentes, ou maneiras diferentes e abertas de os expressar - eis aquilo que mais me atrai em alguém.

A loucura é condição necessária - se bem que não suficiente - à genialidade.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Resiliência

Para a física: Resiliência é um conceito oriundo da física, que se refere à propriedade de que são dotados alguns materiais, de acumular energia quando exigidos ou submetidos a estresse, voltando em seguida ao seu estado original, sem qualquer deformação - como um elástico ou uma vara de salto em altura, que se verga até um certo limite sem se quebrar e depois retorna com força, lançando o atleta para o alto.

Para a psicologia: Resiliência tem que ver com a capacidade de um indivíduo para ultrapassar os traumatismos e construir-se apesar das feridas.
A psicologia tomou essa imagem emprestada da física, definindo resiliência como a capacidade do indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse, etc. - sem entrar em surto psicótico.

A Resiliência avalia-se assim em 7 factores, segundo George Barbosa:

1. Controle de emoções: habilidade de se manter sereno diante de uma situação de stresse. Ressalta que pessoas resilientes quanto a esse factor são capazes de utilizar as pistas que lêem nas outras pessoas para reorientar o comportamento, promovendo a auto regulação.

2. Controle de impulsos: capacidade de regular a intensidade de seus impulsos no sistema muscular (nervos e músculos). É a aprendizagem de não se levar impulsivamente para a experiência de uma emoção. Dessa forma, a pessoa poderá viver uma emoção de forma exacerbada ou inibida. O Controle de Impulso garante a auto-regulação dessas emoções, ou a possibilidade de dar a devida força à vivência de emoções.

3. Optimismo: crença de que as coisas podem mudar para melhor. Há um investimento contínuo de esperança e, por isso mesmo, a convicção da capacidade de controlar o destino da vida, mesmo quando o poder de decisão esteja fora das mãos.

4. Capacidade de análise ao ambiente: de identificar precisamente as causas dos problemas e das adversidades presente no ambiente. Essa possibilidade habilita a pessoa a se colocar em um lugar mais seguro, do que se posicionar em situação de risco.

5. Empatia: capacidade que o ser humano tem de compreender os estados psicológicos dos outros (emoções e sentimentos). capacidade de decodificar a comunicação não verbal e organizar atitudes a partir desta leitura.

6. Eficácia: crença que alguém tem de que resolverá seus próprios problemas por meio dos recursos que encontra em si mesmo e no ambiente.

7. Alcançar pessoas: capacidade que a pessoa tem de se vincular a outras pessoas, sem receios e medo do fracasso. Barbosa reforça que é a capacidade de se conectar a outras pessoas com a finalidade de viabilizar a formação de fortes redes de apoio.

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fez-me lembrar qualquer coisa

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Nada de novo, portanto

Nada digo que não tenha sido dito
Já, de formas quaisquer e convenientes;
Nada passo que não tenha havido, e há:
Numa série d'episódios transcendentes.
Nada somo à retórica da história,
Nem subtraio à mediocridade de mim:
Que guardados nos recantos da memória
Estão-nos já, melhor, pior ou assim.
Mas se houvera quem, para melhor ser,
Necessidade achou em os partilhar,
Tal dia que, não tardará, voltará a haver
Num sentir do que não se pôde apagar.
Que o que já foi nunca deixará de o ser;
Que sentimos por perceber claramente
Quem no papel acha maneira de entender
Os que foram e os que serão, e a toda a gente.

terça-feira, 17 de junho de 2008

O "Reclame" da TMN

Não pude deixar de me rir sozinho.

Alvim: Há quanto tempo é que se amam?
Rapazola agarrado a uma miúda, como se ela fosse fugir a qualquer momento: Há um mês e tal.

Gosto quando alguém nos faz ser suficientemente parvos para nos impedir de dizer:
- Amar? Ganda maluco, Alvim! Isso é uma cena muito à frente, pah. Amar é aquela cena tipo que a minha mãe diz ao meu pai, e que ela me diz a mim. Achas que com um mês dá para amar alguém? Só quando ela tiver tido uma crise depressiva durante uma TPM e me tiver chateado a cabeça como se eu tivesse alguma obrigação de a aturar e eu mesmo assim gostar dela: aí sim, meu.
Quando eu já olhar para ela como quem lhe conhece as manias, e assim. E gostar.

Gosto tanto quando gosto de ser parvo.

Gula

Apeteciam-me dois donuts, ou lasanha, ou enrolados de salsicha, ou folhados mistos, e café com muito açúcar, ou Ice Tea docinho.
Ou pizza, ou uns panados óptimos, umas tâmaras com bacon (o que se aprende em casamentos), broa com manteiga, bolachas Oreo cobertas de chocolate...
Queijo com presunto, molhos a afogar pratos cheios de carne gordurosa e boa.
E ao jantar Arroz e batata e massa, com muito pão e sal e toda a merda.

Quando me apetece isto, vou à net, procuro por obesidade mórbida, e dá-me tanto nojo que perco a fome.
Para sempre, eu diria.

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De ressalvar, como é óbvio, que nem todos os obesos mórbidos o são por comerem demais, ou mal.

2,47€

Fiquei em 4º em 1000 num torneio de poker na net, e foi a primeira vez que cheguei à última mesa.
Nem é pelo dinheiro... é pela competição, mesmo.
A brincar, a sério, e em quase tudo, indubitavelmente está em mim: não me chateia nada perder, mas se puder ganhar, ganho.
E quer acreditem ou não, aprende-se mais do que a jogar com cartas neste jogo. Numa palavra: paciência.