Tenho duas moscas a copular na minha perna.
Perdão, uma mosca e um mosco.
Assim espero, pelo menos.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
sábado, 1 de novembro de 2008
O Professor Jesualdo
Nunca gostei dele.Chamem-me o que quiserem, mas eu sou de ideias fixas... até me demonstrarem o contrário. E neste caso, não só não me demonstram o contrário - porque não conseguem - como só me dão mais razão.
Quando estava no Benfica era adjunto de Toni. As coisas correram mal e o Toni percebeu que o trabalho realizado não estava a corresponder - despediu-se. O Jesualdo foi? Não!
Ficou, a orientar a equipa com o fulgor habitual: "estamos a ganhar? ah... estamos a perder? ah..." e ficava pregado no banco a fumar o seu cigarro - já agora, um belo exemplo.
Ficou e tinha uma cunha tão grande que quando para lá foi o Mourinho quiseram impingir-lho como adjunto - acabou por ser o Mozer, lembram-se? - mas esse facto viria a trazer divergências irreconciliáveis com Manuel Vilarinho.
Foi para o Braga onde fez um "bom" trabalho, reconhecido pela crítica. Terá sido? Com uma equipa cheia de talento - quem aparte os 3 grandes tinha os melhores plantéis da liga? - e, à vez, melhor que Sporting e Benfica, dependendo dos anos, o Braga ficava -se pelo que se lhe era esperado, e raramente melhor.
Lembro-me depois do que diziam os adeptos do Boavista: "um senhor como o Jesualdo, ir agora, a meio da pré-época para o Porto? Ai, não acredito que ele faça isso!"
Pois não (assobio irónico).
Foi, e foi campeão no Porto. Comentários, Jesualdo?
"Até eu consigo ser campeão pelo FCPorto!". E eu a pensar "eh lá, queres ver que deu ao homem um assomo de humildade e de verdade?" Mal deu tempo para pensar em algo mais - na tradição de lhe atirarem o gelo para cima, como na NFL - ele reage com um chorrilho de asneiras dignas de serem ditas para a dúzia de microfones em directo à frente dele.
Jesualdo evoluiu na sua postura: agora fuma menos, e não aquece tanto o banco - cá para mim, quer dar a ideia de que está a ler melhor o jogo assim. Pura mentira.
Contra o Dínamo a equipa precisava de jogo nos flancos. O que faz ele? Tira o Rodríguez e o Mariano e põe um avançado e um médio centro... a jogar a extremos. Nem sei como não pôs o Candeias (mas isto sou eu a ser mauzinho).
Antes disso, em Londres, contra o Arsenal, o Jesualdo, fruto do seu grande talento de prospecção de mercado, entra em campo com as mais recentes estrelas da constelação FCP; repare-se, vai jogar em Londres contra o Arsenal:
muda o esquema? não, que isso é para meninos; e depois, dos 7 jogadores mais recuados da equipa 5 deles eram estes: Helton, Sapunaru, Benítez, Rolando e Fernando.
Estou a imaginar a cara do Bruno Alves e do Meireles a perguntarem-se: "que mal fiz eu para merecer isto?"
Levaram 4, podiam ter sido 7 (teria sido um dos dias mais felizes da minha vida) ou 8 ou 9. Mas o que vem o professor dizer após o baile de bola? "Se tivéssemos marcado primeiro o jogo teria sido completamente diferente!"
Caro professor, se a minha avó tivesse rodas era uma camioneta da carreira. Mas não tem. Percebeu?
Esta semana abre o livro. Se pensávamos que o Porto não ganhava porque o treinador era péssimo, estamos redondamente enganados - são os postes!
Ah, esses camandros que se desviam mesmo mesmo quando o pessoal vai a rematar! Afinal é isso... ou não?
Hoje perdeu com a Naval fora: 3ª derrota consecutiva, para gáudio na assistência cá em casa. Mais uma vez abre o livro: "podíamos ter marcado primeiro"
- ...oh Jesualdo porra, já disseste isso da outra vez -
"e fomos infelizes na finalização porque tivemos imensas oportunidades de golo para marcar".
Confesso que o homem me confunde. Tiveram? Eu a rever mentalmente o jogo - foram assim tantas? - e ele atira "e depois sofremos mais um daqueles golos esquisitos como temos vindo a sofrer..."
Como?
Golo esquisito?
O homem finta o seu defesa direito, entra pela área, atira colocadíssimo entre o poste e o Guarda-Redes e festeja. Estranhíssimo é o seu defesa ter parecido uma bailarina; estranhíssimo (se bem que legítimo) é que o Nuno se tenha saído antes da bola partir; estranhíssima é essa sua conversa de que o golo foi estranho - e não há mais nada de estranho aqui.
A não ser o facto de você ainda treinar equipas de futebol.
Mas não me interpretem mal! Deus nosso senhor o conserve à frente do comando técnico do Porto por muito, muito, muito tempo.
Bom trabalho, professor, como de costume, é o que se quer.
Conglomerados
Juntou-se a latada, o pó do parque, a cerveja do parque e as horas por descansar. Juntaram-se jantares à Benfica, durante e depois. Vieram os abusos que não costumam acontecer, as dores de estômago (ainda não foram embora), as dores no corpo e na cabeça (mais alguma coisa?).
E a actualização ao Windows Vista correu tão bem que o pc pendurou e devo gastar outra nota na loja de informática.
E a família? Vai bem, obrigada.
E a actualização ao Windows Vista correu tão bem que o pc pendurou e devo gastar outra nota na loja de informática.
E a família? Vai bem, obrigada.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
As assobiadelas
Há dias estava eu num espaço público desta cidade, com vários amigos entretidos sabe Deus com quê, e eis senão quando entra no mesmo espaço - e vêm para o nosso lado, mas ligeiramente virados de frente, - um casal.
E que tem isto de mais? Ora bem, não era um casal qualquer... era um daqueles em que ela é a miúda bonita e jeitosa, altiva e de olhos rasgados, quase exótica, que passa e que fornece placagens mentais ao raciocínio dos membros do sexo masculino à volta; e ele o tónhó.
O tónhó, sim.
E eu que ah e tal, que não gosto de ser assim porque cada um é como é e eu não tenho nada que julgar, e o rapaz até pode ser bom noutras coisas - leia-se: cama - ou um gajo daqueles porreiros como não há mais e que a entendesse e aturasse como nenhum outro - e aqui, eu e um amigo (que magistralmente ter-me-á chamado a atenção para a pertinência da palavra "assobiadelas" para descrever proeminente parte do seu tronco) ponderámos que enfim, talvez fosse só ela que tivesse mau feitio e pronto.
Mas não parecia nada! Eu juro.
Dez minutos - nem isso - depois, num estalar de verniz já por si delicado, por ser um estalar de verniz, mas principalmente por ser em público, ela põe em causa o que ele aprendeu na escola primária (eufemismo aqui, viram?), todos nos apercebemos
- e armados em bem-educados fingimos que não, que não se passa nada -
e acaba pouco depois, com ele já sem responder, encolhido como que dizendo "eu já parei, pára tu também por favor" e retomando a tarefa anterior como se nada fosse.
E eu e um amigo meu, como que concordando em surdina - Raios, não parecia mesmo nada! - mudámos de opinião radicalmente: para que ele aturasse aquilo, a boa na cama só podia ser ela.
Só podia. Ou então, era muito tónhó :P
E que tem isto de mais? Ora bem, não era um casal qualquer... era um daqueles em que ela é a miúda bonita e jeitosa, altiva e de olhos rasgados, quase exótica, que passa e que fornece placagens mentais ao raciocínio dos membros do sexo masculino à volta; e ele o tónhó.
O tónhó, sim.
E eu que ah e tal, que não gosto de ser assim porque cada um é como é e eu não tenho nada que julgar, e o rapaz até pode ser bom noutras coisas - leia-se: cama - ou um gajo daqueles porreiros como não há mais e que a entendesse e aturasse como nenhum outro - e aqui, eu e um amigo (que magistralmente ter-me-á chamado a atenção para a pertinência da palavra "assobiadelas" para descrever proeminente parte do seu tronco) ponderámos que enfim, talvez fosse só ela que tivesse mau feitio e pronto.
Mas não parecia nada! Eu juro.
Dez minutos - nem isso - depois, num estalar de verniz já por si delicado, por ser um estalar de verniz, mas principalmente por ser em público, ela põe em causa o que ele aprendeu na escola primária (eufemismo aqui, viram?), todos nos apercebemos
- e armados em bem-educados fingimos que não, que não se passa nada -
e acaba pouco depois, com ele já sem responder, encolhido como que dizendo "eu já parei, pára tu também por favor" e retomando a tarefa anterior como se nada fosse.
E eu e um amigo meu, como que concordando em surdina - Raios, não parecia mesmo nada! - mudámos de opinião radicalmente: para que ele aturasse aquilo, a boa na cama só podia ser ela.
Só podia. Ou então, era muito tónhó :P
Mas quem raio...?
Há dois dias atrás acordei, e naqueles segundos em que estamos ainda mais para lá que para cá eu penso, ao olhar para o telemóvel:
20 de Outubro, esta data não me é estranha... quem é que fará anos hoje?
Com a sensação de que não me ía lembrar nos minutos seguintes, adoptei a postura do it will come to me.
De cada vez que escrevi a data tive aquela sensação estranha, como se fosse alguém importante do qual eu não devesse mesmo esquecer-me; e cheguei a fazer uma lista mental de todos os meus amigos e colegas que fazem anos por esta altura - sem sucesso.
Já tinha desistido do caso ("vou dizer que me esqueci e peço desculpa à pessoa") quando à noite vamos - quer dizer, vai a mãe e o resto da família acompanha - curar a vítima desafortunada dum acidente de mota no qual, segundo consta, "não viria sozinha" - boatos claramente especuladores de quem quer ver a reputação de tão prezada família na lama.
E neste instante, como que em família reunidos, a mãe diz:
"Sabem que dia é hoje?"
It came.
Era o dia dele.
E foi bom saber que mesmo que não se saiba o que é, há algo que continua cá.
20 de Outubro, esta data não me é estranha... quem é que fará anos hoje?
Com a sensação de que não me ía lembrar nos minutos seguintes, adoptei a postura do it will come to me.
De cada vez que escrevi a data tive aquela sensação estranha, como se fosse alguém importante do qual eu não devesse mesmo esquecer-me; e cheguei a fazer uma lista mental de todos os meus amigos e colegas que fazem anos por esta altura - sem sucesso.
Já tinha desistido do caso ("vou dizer que me esqueci e peço desculpa à pessoa") quando à noite vamos - quer dizer, vai a mãe e o resto da família acompanha - curar a vítima desafortunada dum acidente de mota no qual, segundo consta, "não viria sozinha" - boatos claramente especuladores de quem quer ver a reputação de tão prezada família na lama.
E neste instante, como que em família reunidos, a mãe diz:
"Sabem que dia é hoje?"
It came.
Era o dia dele.
E foi bom saber que mesmo que não se saiba o que é, há algo que continua cá.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
As coisas que se aprendem nos "Bacio"
Aqueles chocolates/bombons "Bacio" trazem uns papelinhos com frases dentro. À maior parte nem ligava, mas por acaso apanhei duas giras esta semana:
"Ama-me quando menos merecer, porque será quando mais precisarei."
"Aquele que quer ser amado, tem de tornar-se amável".
"Ama-me quando menos merecer, porque será quando mais precisarei."
"Aquele que quer ser amado, tem de tornar-se amável".
domingo, 12 de outubro de 2008
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